domingo, 31 de janeiro de 2016

Área de transmissão da dengue mais que quadruplica em 10 anos no Brasil


Em uma década, a área de transmissão da dengue no Brasil mais que quadruplicou, saltando de 1,5 milhão de km² para 6,9 milhões de km² – 81% do território nacional. Isso significa que há mosquitos espalhando dengue em todos esses lugares, o que aumenta o alerta sobre como pode se disseminar o zika, vírus que usa o mesmo vetor da dengue. Do Brasil, a nova doença tem potencial para se espalhar pelo mundo.
Pesquisa publicada há uma semana no periódico de saúde The Lancet estimou o potencial de exportação da epidemia a partir do Brasil. Os pesquisadores, liderados por Oliver Brady (leia mais abaixo), da Universidade de Oxford, mapearam os destinos finais de quase 10 milhões de pessoas que saíram do País para o exterior de aeroportos próximos de locais onde o zika foi transmitido: 65% tinham como destino as Américas, 27%, a Europa, e 5%, a Ásia.
Eles então avaliaram nesses destinos onde há áreas propícias à transmissão do zika, considerando a presença de mosquitos do gênero Aedes. Concluíram que cerca de 60% da população de EUA, Itália e Argentina – alguns dos países com maior fluxo de turistas para o Brasil – vivem em áreas onde pode ocorrer transmissão sazonal da doença. E só nos Estados Unidos 22,7 milhões de pessoas residem em áreas passíveis de transmissão de zika o ano inteiro.
“O ministro (da Saúde, Marcelo Castro) não errou ao declarar que o país está perdendo a luta contra o Aedes. Mas talvez tenha sido infeliz. Se dissesse que o mundo inteiro está perdendo a luta, seria mais correto. Porque o problema não é só no Brasil. O Aedes está alcançando distribuição mundial”, afirma o virologista Paolo Zanotto, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Zanotto coordena uma força-tarefa de vários laboratórios empenhados em desvendar o zika vírus.
Parte dessa expansão, ao menos no Brasil, se dá por motivos já bem conhecidos: aumento da população de mosquitos e avanço da doença por populações que nunca tinham tido contato com a dengue ou que estão se contaminando com sorotipos diferentes. Mas o aquecimento do planeta também pode estar colaborando com isso.
Terra quente. O ano passado foi o mais quente já registrado na história, de acordo com análise das agências americanas espacial (Nasa) e de oceanos e atmosfera (Noaa). Em média, para o mundo inteiro, a temperatura foi 0,9°C mais alta que a média registrada no século 20. O Brasil, somente em dezembro, chegou a ter em algumas regiões temperaturas máximas de 3°C a 5°C mais altas que a média para o mês, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).
O clima mais quente segue tendência observada nos últimos anos e causada pelas mudanças climáticas, mas em 2015 foi particularmente intensificado pela presença de forte El Niño. Estudos que relacionem o aquecimento global a uma maior dispersão de doenças transmitidas por vetores ainda são pouco conclusivos, mas a teoria é defendida por vários estudiosos do assunto. Na quinta-feira, a própria Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio de sua diretora-geral, Margaret Chan, disse esperar que o El Niño “incremente a população de mosquitos em muitas áreas (do mundo).”
“O que temos notado é que a dengue tem ido para áreas que eram mais frias, como o Sul do País, onde as temperaturas têm subido. Lá o mosquito tem vida mais curta, mas já temos visto surtos”, diz Christovam Barcellos, da Fiocruz, que fez o mapeamento da expansão da dengue entre 2001 a 2013 (último ano em que estão disponíveis todos os dados por cidades).
“É uma questão de bom senso. Temperaturas mais altas e chuva são condições apropriadas para o mosquito se estabelecer”, explica a bióloga Margareth Capurro, também do ICB da USP, que tenta criar mosquitos transgênicos para combater a disseminação da doença.
E se para o mosquito a situação quente é boa, para o vírus também. “Quando aumenta a temperatura externa, o período de incubação do vírus dentro do mosquito fica bem mais rápido”, explica Zanotto.
Em temperaturas ambientes em torno de 25°C, o período que leva entre o mosquito picar uma pessoa com o vírus e poder transmiti-lo para outra é de cerca de 15 dias. “Mas quando a temperatura é de 30°C, esse período de incubação vai para 6 dias. Fica muito mais rápida a transmissão da doença”, diz. “Sem contar que com calor o mosquito fica muito mais ativo, se locomove mais rápido, aumentando sua área de transmissão”, complementa.
Novos vírus. O pesquisador alerta ainda que a infestação elevada de mosquitos é crucial para estabelecer a infecção por outros arbovírus. Além de dengue, zika e chikungunya, diz, muitos outros vírus estão na fila e não dá para saber qual será o próximo a vir. “Acredita-se que existe febre amarela (também transmitida pelo Aedes) em área urbanas na África (no Brasil é só em florestal) porque lá a infestação é mais elevada. O medo é que o aquecimento traga outros arbovírus para as áreas urbanas.”

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

zika Virus pode ser transmitido sexualmente?

Zika pode ser transmitido por leite ou sêmen? Veja o que a ciência já sabe

Vírus já foi encontrado em leite materno, mas não há relato de contágio.
Médica Rosana Richtman fala em vídeo sobre zika no leite e no sêmen.
zika vírus, que já foi identificado em 18 estados brasileiros e está associado ao aumento de casos de microcefalia no país, é transmitido da mesma forma que a dengue: pela picada do mosquito Aedes aegypti.


Mas há a possibilidade de o vírus ser transmitido por outros meios? Veja o que a ciência já sabe sobre a possibilidade de transmissão do vírus zika por leite materno, por relações sexuais e por transfusão de sangue.
O estudo destaca, porém, que o fato de o zika vírus replicante não ter sido encontrado nas amostras torna a transmissão por essa via improvável.
O coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira (IFF) da Fiocruz, João Aprígio, observa que a presença do vírus no leite materno não significa que ele possa infectar o bebê. Até o momento, não existem evidências concretas de que a amamentação seja um meio de transmissão. “À luz dos conhecimentos científicos, não existe contraindicação para que se amamente”, diz Aprígio.
Sêmen
Um estudo publicado na revista científica “Emerging Infectious Diseases” em maio de 2011 relata o caso de um cientista americano que, ao voltar do Senegal para os EUA em 2008, quando o país africano era acometido por surto do zika vírus, desenvolveu os sintomas da infecção já em casa, no estado do Colorado. O fato de sua mulher, que não saíra dos EUA, também ter sido infectada pelo zika foi interpretado pelos pesquisadores como um indício de uma possível transmissão sexual, pelo sêmen, do vírus.
“Nessa situação, criou-se uma possibilidade de transmissão sexual”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Érico Arruda. “Mas trata-se de uma situação mais especulativa, mais de interesse acadêmico do que pela perspectiva de isso vir a se tornar algo de importância epidemiológica.”

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Zika Virus Primeira Grande Epidemia escolheu o Brasil

Um dos mais respeitados infectologistas do país, o professor e ex-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e coordenador de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde de São Paulo, Marcos Boulos, acredita que o país vive atualmente a maior epidemia já registrada no mundo por vírus Zika. 
"Houve poucas epidemias no mundo. A primeira grande epidemia de Zika está acontecendo agora no Brasil", disse em entrevista ao programa Espaço Público, na TV Brasilnessa terça-feira (12). O especialista defendeu o combate sistemático ao mosquitoAedes aegypti, transmissor não apenas do vírus Zika, mas também da dengue e da febre chikungunya.
Para ele, as prefeituras brasileiras erraram ao não manter um grupo técnico permanente de controle do vetor.
Boulos lembrou que a infecção por Zika, até então, era considerada uma doença mais branda que a própria dengue, já que causa febre baixa, manchas pelo corpo que desaparecem em dois ou três dias e quadros clínicos menos graves, que dificilmente levam à morte. Foi a correlação da doença com casos de microcefalia em bebês que levantou a bandeira vermelha.
O infectologista destacou que, em todos os locais onde foi registrado surto do vírus Zika, como na Polinésia Francesa, e em algumas pequenas cidades da África, o cenário não se repetiu posteriormente. “Se isso acontecer, até que não vai ser tão ruim assim. Vamos passar por um momento epidêmico importante e, depois, é provável que exista uma calmaria.”
“Precisamos conhecer melhor o Zika para saber no que ele pode se transformar. Estamos assustados com os para-efeitos, as coisas que estão acontecendo por causa do Zika”, disse. “É preocupante as pessoas quererem engravidar sabendo que, se houver Zika, podem, eventualmente, ter uma criança com problemas e isso vai atrapalhar a vida e o desenvolvimento dessa família.”
Um novo balanço divulgado ontem (12) pelo Ministério da Saúde revela que 3.530 casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus Zika em recém-nascidos foram notificados no país entre 22 de outubro de 2015 e 9 de janeiro. O boletim também traz a confirmação de que a morte de dois recém-nascidos e dois abortos de bebês com a malformação no Rio Grande do Norte foram em decorrência da doença.
As notificações da malformação estão distribuídas em 724 municípios de 21 unidades da Federação. O estado de Pernambuco, primeiro a identificar aumento de microcefalia, continua com o maior número de casos suspeitos (1.236), o que representa 35% do total registrado em todo o país. Em seguida, estão Paraíba (569), Bahia (450), Ceará (192), Rio Grande do Norte (181), Sergipe (155), Alagoas (149), Mato Grosso (129) e Rio de Janeiro (122).
O Ministério da Saúde só tem divulgado o número de casos em que há suspeita de que o recém-nascido tem microcefalia relacionada ao vírus Zika. Os bebês têm o quadro confirmado ou descartado depois que passam por exames neurológicos e de imagem, como a ultrassonografia transfontanela e a tomografia.
O governo investiga ainda se a morte de outros 46 bebês com microcefalia na Região Nordeste também tem relação com o Zika. O vírus começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo ministério em maio do ano passado.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Ministro da Saúde diz que vacina contra dengue é 'muito cara

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Três doses para 10 milhões de pessoas têm custo estimado em R$ 3 bi, diz.
Marcelo Castro afirma que espera resultados de testes da vacina do Butantã.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou neste segunda-feira (11) que a vacina contra dengue criada pela empresa francesa Sanofi Pasteur, que teve registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 28 de dezembro, é “muito cara” e que o país ainda estuda se vai adquirir o produto.
Segundo Castro, o Ministério da Saúde espera pelos resultados dos últimos testes da vacina criada pelo Instituto Butantã.
O ministro disse que a vacina da Sanofi precisa de três doses para que o efeito seja válido. Segundo ele, isso dificulta o acompanhamento do processo de imunização.
“A vacina da Sanofi são três doses. Então a gente encontra uma dificuldade para dar uma vacina, chamar a pessoa para vacinar de novo depois de seis meses, chamar de novo. E tem uma oscilação em relação ao sorotipos de cobertura”, diz Castro.
O ministro afirma que o custo estimado para imunizar uma população de 10 milhões de pessoas pode chegar a R$ 3 bilhões. “Uma dose dessa poderia ficar em torno de 20 euros. Então uma vacina total seria 60 euros. Bota a R$ 5 o euro, para arredondar a conta, seriam R$ 300. Imagine: 1 milhão de pessoas, seriam R$ 300 milhões; 10 milhões de pessoas, seriam: R$ 3 bilhões. E 10 milhões de pessoas não é nada. Nós temos 200 milhões de pessoas para vacinar. Então é uma vacina muito cara, que por enquanto não é essa decisão de adquirir essa vacina.”
A vacina desenvolvida pelo Butantã está na fase final de testes. Se aprovada, ela será enviada para avaliação na Anvisa. “A do Butantã seria uma dose só. Acreditamos que seria um terço do preço, pelo menos. Se nós tivéssemos um público definido, por exemplo, gestantes, aí eu acho que qualquer sacrifício valeria, mas nós não temos esse público definido.”

Luta contra o mosquito
Sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, o ministro mencionou três cidades como aquelas que apresentaram maior sucesso. Em São Carlos (SP), a causa é brigadas mirins têm atuado com sucesso, disse. Natal (RN) tem utilizado as olvitrampas, que são armadilhas com larvicidas.
A terceira cidade bem sucedida no combate ao mosquito é Água Branca (PI), onde os agentes identificam as casas com selos, de acordo com a presença de criadouros do mosquito.

“Os agentes de saúde foram de casa em casa. Onde não tinha criadouro do mosquito, eles botavam um selo verde. Onde tinha cridouro, botavam um selo vermelho. Em outros, um selo amarelo."

Segundo Castro, em 2015 foram apenas quatro casos de dengue registrados na cidade, que tem 17 mil habitantes. O ministro diz que há indícios de que os pacientes diagnosticados com a doença podem ter adquirido o vírus fora do município, que fica a 100 km da capital do estado, Teresina.
“Aquilo ali ficava exposto. Todo mundo passa e vê a casa, vê o selo verde, selo vermelho, selo amarelo. E todo mundo quer ter um selo verde. Aquilo foi uma mobilização muito grande de toda a sociedade. E aí todo mundo fazia o dever de casa esperando a volta do agente, para quando o agente voltasse lá, ele já estar todo cumprido para botar o selo verde.”

Dengue causa primeira morte no interior de SP em 2016




Em Sorocaba


Um homem de 64 anos morreu após ser diagnosticado com dengue, na noite de quarta-feira, 6, em Presidente Prudente, interior de São Paulo. De acordo com familiares, o diagnóstico positivo para a doença foi dado no sábado, 2, pela equipe médica da Santa Casa de Misericórdia, onde o paciente, José Cláudio da Silva, estava internado.
Para a Vigilância Epidemiológica do município, a causa do óbito precisa ainda ser confirmada por exame de laboratório oficial. É a primeira morte com diagnóstico de dengue no interior em 2016.
Conforme a família, os testes realizados no hospital deram positivo para a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O paciente foi medicado e liberado para se tratar em casa, mas seu estado de saúde piorou. Na quarta-feira, ele voltou à Santa Casa e foi internado, mas os médicos não conseguiram reverter o quadro de saúde. Ainda segundo os familiares, a vítima tinha diabetes e hipertensão, o que pode ter contribuído para a morte.
O atestado de óbito registrou choque hemorrágico, dengue, diabetes e insuficiência coronariana crônica. A Vigilância Epidemiológica não tinha sido informada oficialmente do caso até a tarde desta quinta-feira, 7, e espera a notificação para acompanhar o resultado dos exames. Em 2015, a cidade registrou 2.941 casos confirmados de dengue. Outros 552 ainda aguardam resultado de testes.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Síndrome de Guillain-Barré

O que é Síndrome de Guillain-Barré?

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano. Isso leva à inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular.

Tipos

Antigamente, acreditava-se que a Síndrome de Guillain-Barré era uma doença de um tipo só. Agora sabe-se que ela pode ocorrer de diversas formas, como:

Polirradiculoneuropatia Desmielinizante Inflamatória Aguda (AIDP)

É o tipo mais comum nos Estados Unidos. O sinal mais comum dessa forma da doença é a fraqueza muscular que começa na parte inferior do seu corpo e se espalha para cima.

Síndrome de Miller Fisher (MFS)

Aqui, a paralisia começa nos olhos. A MFS também está associada ao caminhar instável e ocorre em cerca de 5% dos pacientes com a Síndrome de Guillain-Barré. É mais comum na Ásia do que em qualquer outro lugar no mundo.

Outros

Neuropatia Motora Axonal Aguda e Neuropatia Motor-sensorial Axonal Aguda são tipos menos comuns nos Estados Unidos e são mais frequentes na China, no Japão e também no México.

Causas

Como costuma acontecer com doenças autoimunes, a causa exata da Síndrome de Guillain-Barré ainda é desconhecida. Geralmente, a doença aparece alguns dias ou semanas após uma infecção do trato respiratório e digestivo. Raramente, cirurgia recente ou vacinação pode desencadear a síndrome de Guillain-Barré.
Na síndrome de Guillain-Barré, o sistema imunológico de uma pessoa, que é responsável pela defesa do corpo contra organismos invasores, começa a atacar os próprios nervos, danificando-os gravemente.
O dano nervoso provocado pela doença provoca formigamento, fraqueza muscular e até mesmo paralisia. A síndrome de Guillain-Barré costuma afetar mais frequentemente o revestimento do nervo (chamado de bainha de mielina). Essa lesão é chamada de desmielinização e faz com que os sinais nervosos se propaguem mais lentamente. O dano a outras partes do nervo pode fazer com que este deixe de funcionar completamente.

Fatores de risco

A síndrome de Guillain-Barré pode afetar todos os grupos etários. Pessoas inseridas dentro de determinados grupos podem estar sob maior risco do que outras, especialmente pessoas do sexo masculino e adultos mais velhos. Além disso, a síndrome pode ser desencadeada por:
  • Mais comumente, por uma infecção com a Campylobacter, um tipo de bactéria frequentemente encontrada em aves mal cozidas
  • Vírus Influenza
  • Vírus de Epstein-Barr
  • HIV, o vírus da Aids
  • Pneumonia
  • Cirurgia
  • Linfoma de Hodgkin
  • Raramente, vacinas da gripe ou a vacinação infantil.

 sintomas

Sintomas de Síndrome de Guillain-Barré

Os sintomas típicos incluem:
  • Perda de reflexos em braços e pernas
  • Hipotensão ou baixo controle da pressão arterial
  • Em casos brandos, pode haver fraqueza em vez de paralisia
  • Pode começar nos braços e nas pernas ao mesmo tempo
  • Pode piorar em 24 a 72 horas
  • Pode ocorrer somente nos nervos da cabeça
  • Pode começar nos braços e descer para as pernas
  • Pode começar nos pés e nas pernas e subir para os braços e a cabeça
  • Dormência
  • Alterações da sensibilidade
  • Sensibilidade ou dor muscular (pode ser cãibra)
  • Movimentos descoordenado
Outros sintomas podem ser:
  • Visão turva
  • Descoordenação e quedas
  • Dificuldade para mover os músculos do rosto
  • Contrações musculares
  • Palpitações (sentir os batimentos cardíacos)
Os sintomas da Síndrome de Guillain-Barré podem piorar rapidamente. Os sintomas mais graves podem demorar apenas algumas horas para aparecer, mas a fraqueza que aumenta ao longo de vários dias é normal.
A fraqueza muscular ou a paralisia afeta os dois lados do corpo. Na maioria dos casos, a fraqueza começa nas pernas e depois se propaga para os braços. Isso é chamado de paralisia ascendente.
Os pacientes podem notar formigamento, dor nos pés ou nas mãos e descoordenação. Se a inflamação afetar os nervos do diafragma e do peito, e se houver fraqueza nesses músculos, a pessoa poderá necessitar de assistência respiratória.

 diagnóstico e exames

Buscando ajuda médica

Alguns sintomas são emergenciais. Isso quer dizer que, se você senti-los, você deve procurar ajuda médica imediata. São eles:

domingo, 3 de janeiro de 2016

ZIKA VIRUS CONHEÇA A VERDADE SOBRE A DOENÇA


Vale a pena tomar a vacina contra a dengue?

A luta contra a dengue, que antes estava restrita apenas ao controle do mosquito Aedes aegypti, ganhou um novo possível aliado: a vacina Dengvaxia, produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, que nessa segunda-feira (28) ganhou aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A Dengvaxia tem uma eficácia global de 65,6% contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, índice menor que o de outras vacinas adotadas na rede pública de saúde, como a da febre amarela, que protege em 90% dos casos.
"Como se trata de uma epidemia muito importante, que não existia vacinas até o momento, a Anvisa decidiu por aprovar, mesmo sendo a eficácia abaixo de 80%", afirmou o diretor da Anvisa, Ivo Bucaresky. Os casos registrados de dengue no Brasil cresceram 176% em relação ao ano passado, segundo último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, sendo notificados mais de 1,5 milhão de possíveis casos da doença.
Mas, dependendo do sorotipo da dengue, a eficácia da vacina cai, atingindo 47,1% nos casos de infecção pelo sorotipo 2, por exemplo. O número é baixo, por isso, será que vale a pena você investir cerca de R$ 80 em cada uma das três doses que devem ser tomadas em um intervalo de seis meses? Ou, ainda mais, será que as porcentagens justificariam a oferta por parte do Ministério da Saúde para a população e até uma possível inclusão da vacina no calendário de vacinação?
Para Celso Granato, infectologista do departamento de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), vale a pena aplicar a vacina, já que ela se mostrou 80,8% eficiente nos casos de dengue considerados mais severos, que levam à hospitalização.
Até a primeira semana de dezembro, foram confirmados 1.529 casos de dengue grave e 19.738 casos de dengue com sinais de alarme, um total de 839 pessoas morreram por causa da dengue, o que representa um aumento de 80,4% em comparação com o mesmo período de 2014. "Morreram perto de mil pessoas de dengue no Brasil e ainda não há outra alternativa nem de vacina, nem para matar o mosquito, já que as ações de controle da população de Aedes aegypti tem se mostrado sem sucesso", afirma Granato.
Segundo ele, a Dengvaxia está "longe de ser a vacina dos nossos sonhos", mas se ela é capaz de diminuir a letalidade da doença deve sim ser administrada. "Além disso, ela demonstra eficácia maior em pessoas que já tiveram contato com o vírus, tenham elas manifestado ou não os sintomas da doença, e boa parte da população já teve dengue alguma vez", afirma. Quem pega dengue pela segunda vez tem até dez vezes mais chance de desenvolver uma forma mais grave, segundo o infectologista.
João Bosco Siqueira, epidemiologista e professor do Departamento de Saúde Coletiva da UFGO (Universidade Federal de Goiás), ressalta que a vacina é primeira opção de proteção individual em décadas. "Alguém que tem risco de adoecer por dengue e tem possibilidade de fazer a vacina vai ter uma escolha que ela não tinha antes. Quando tomo a vacina, diminuo meu risco de doença grave", afirma. "Hoje, no país, todo mundo, fora Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tem risco de adoecer com a dengue."

O custo justifica o benefício?

A vacina não atende pessoas abaixo de 9 anos e acima de 45 anos, deixando de fora a população idosa, considerada mais vulnerável às formas graves da dengue. Por isso, segundo a coordenadora do Comitê de Virologia Clínica da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Nancy Bellei, é preciso avaliar sua aplicação caso a caso.
"Não há como recomendar a vacinação. As taxas de hospitalização nas idades não cobertas vão continuar elevadas. Além disso, o custo de R$ 80 fica próximo ao da vacina da gripe, por exemplo, que tem um custo-benefício já avaliado e é considerado muito bom devido ao número de pessoas que deixam de ser internadas todos os anos. Essa vacina ainda não tem essa avaliação, agora que foi aprovada no México (no início de dezembro) que vamos ver", afirma.
Segundo Granato, essa não é uma conta fácil de fazer. "Tem que avaliar se o valor investido na vacina vale a pena em comparação ao gasto com internação, insumos e todo o atendimento prestado ao paciente com dengue, que também não é pequeno, e ver se isso justifica o gasto", afirma.
Para Bosco, é preciso levar em conta ainda a parcela da população que, mesmo com a baixa eficácia do medicamente, uma vez vacinada não seria fonte de infecção para o mosquito. "Vacinando pessoas de 9 a 45 anos, os outros grupos estariam protegidos de forma indireta", afirma.

Todo mundo seria vacinado?

A epidemia não é igual em todas as regiões do Brasil. O maior número de casos de concentra no Sudeste (62,8%), seguido do Nordeste (18,5%), Centro-Oeste (13,3%), Sul (3,3%) e Norte (2%). Por isso, a Anvisa indica o método preventivo em pessoas que moram em regiões endêmicas. "Como não temos uma epidemia só no pais inteiro, ela (a vacina) pode ser recomendável para uma região, com um tipo de vírus, e não para outra", explica Nancy Bellei.
É preciso lembrar ainda que a vacina da Sanofi Pasteur não protege contra o zika vírus e chikungunya. "Não podemos deixar de continuar combatendo os vetores, até porque essa vacina não é 100% eficiente, por isso o risco de dengue continua crescente, mesmo que as pessoas sejam vacinadas", afirma o diretor da Anvisa, Ivo Bucaresky.
A vacinação com a Dengvaxia, no entanto, não impediria o futuro uso de outro medicamento, como a vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantã. Segundo Nancy, tudo indica que o medicamento não deve apresentar problemas de interação com outras vacinas
.Mirthyani Bezerra e Paula Bianchi
Do UOL,em São Paulo e no Rio
 

DIETAS ADEQUADAS PARA SE RECUPÉRAR DA DENGUE

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Vacina contra Dengue (SAIBATUDO)

A vacina contra a dengue já existe e teve sucesso em testes realizados em humanos. A empresa francesaSanofi Pasteur conseguiu criar uma vacina com o vírus atenuado da dengue, sendo esta eficaz contra os 4 tipos existentes da dengue.
Em laboratório os cientistas conseguiram produzir um vírus atenuado da dengue e fizeram uma vacina com ele, composta por 3 doses que devem ser dadas com intervalo de 6 meses.
A vacina foi já dada a indivíduos de diferentes locais do mundo que habitam em regiões onde há grande possibilidade de contrair a dengue, e após a vacinação foi observado que mesmo estando expostos ao vírus da dengue, nenhum deles chegou a desenvolver a doença, pois os seus corpos já tinham desenvolvido anticorpos contra o vírus da dengue.
Durante os testes em humanos não foram observados efeitos colaterais importantes, apenas dor e vermelhidão no local de aplicação, o que é comum para a maior parte das vacinas.
O México foi o primeiro país a aprovar a vacina contra dengue no final de 2015. Estima-se que em 2016 a vacina da dengue já esteja disponível no mercado brasileiro, após serem feitos todos os testes nos humanos e ter sido aprovada.

Avanços contra a dengue

No Brasil, o Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan também estão tentando desenvolver uma vacina contra a dengue que seja totalmente eficaz contra os 4 subtipos da doença, estando prevista a sua comercialização em 2016. Atualmente estão sendo feitos testes em várias cidades brasileiras para avaliar a segurança e eficácia da vacina, que aparentemente protege 66% da doença e tem se mostrado eficaz entre pessoas entre 9 e 45 anos de idade.
Na Austrália, um grupo de pesquisadores em parceria com a Fiocruz tentam encontraruma nova arma contra a dengue, a bactéria Wolbachia que contamina o mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypt diminuindo pela metade o seu tempo de vida e livrando-o do agente causador da doença. Esta seria uma outra abordagem contra a doença, natural e mais sustentável, segundo os pesquisadores

.http://www.tuasaude.com/

Um mosquito e três doenças: o risco que a população corre

Elas são transmitidas pelo mesmo mosquito e têm sintomas parecidos, mas não são iguais. Veja a diferença

Se não bastasse todo o caos e o medo que a dengue já espalha, o mosquito Aedes Aegypti também transmite outras duas doenças que já foram registradas no Brasil. Chikungunya e zika têm até alguns sintomas semelhantes, mas são diferentes inclusive nos sintomas.
Segundo a coordenadora do Comitê Científico de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia, Sylvia Lemos Hinrichsen, a maior preocupação no Brasil continua sendo a dengue, mas as outras doenças também merecem atenção.
“Elas podem até ser parecidas, mas não são iguais. É complicado até para nós, especialistas, detectar e diferenciar cada uma delas. Por isso, o ideal é pedir sorologia para saber com qual doença estamos lidando”, diz Sylvia, que também é especialista em gestão de riscos e controle de infecções.
Casos de hemorragia são mais comuns em pacientes com dengue. Mas a chikungunya mata menos e só se pega uma vez. Já a zika aparece com erupções na pele (tipo alergias) e conjuntivite. Em todas elas, no entanto, o negócio é descansar e se hidratar. 
O infectologista Vladimir Neco, que já atendeu pacientes com zika, diz que o Aedes <FI5>aegypti</FI> está em todas as partes e isso só aumenta o risco de contaminação. “Tudo isso porque o mesmo mosquito transmite as três doenças”.
Para o especialista do Hospital Albert Einstein, Jacyr Pasternack, o Aedes passa a transmitir essas doenças assim que entra em contato com a pessoa infectada. “Com a explosão de casos, é bom nos prepararmos pra lidar com esses novos tipos. Eles logo estarão entre nós”.
Afeta os olhos
Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a demora na busca por tratamento dessas doenças pode causar graves distúrbios oculares que nem sempre são percebidos. O risco é maior quando a pessoa é exposta a dois tipos diferentes do vírus. Isso porque pode causar hemorragia na retina, que é a camada de células nervosas que fica no fundo do olho e transmite as imagens para o cérebro.
Por isso a recomendação é consultar um oftalmologista antes de completar sete dias do diagnóstico. “De todos os distúrbios oculares decorrentes da dengue, só a hemorragia subconjuntival altera o aspecto do olho, deixando a esclera (parte branca) congestionada de sangue”.
Para Leôncio, em caso de dor nos olhos ou visão turva, a recomendação é consultar um oftalmologista imediatamente. “O cuidado deve ser ainda maior com as crianças, que estão mais vulneráveis”.
http://www.atribuna.com.br/o-jornal-da-baixada-santista/

Planos DE SAÚDE passam a cobrir exames de dengue e chikungunya

 

Além dos dois exames laboratoriais, outros procedimentos foram adicionados ao rol pela ANS

A PARTIR deste sábado (2), operadoras de planos de saúde em todo o País serão obrigadas a oferecer cobertura para o teste rápido de dengue e a sorologia para febre chikungunya. Além dos dois exames laboratoriais, outros procedimentos foram adicionados ao rol pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A entidade destacou que o diagnóstico do vírus Zika, recém-chegado ao Brasil e também transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, pode ser presumido pela exclusão da dengue e da febre chikungunya e pelo acompanhamento dos sintomas clínicos da doença. “A ANS está alinhada ao Ministério da Saúde nas ações para prevenção e combate ao Aedes aegypti. No nosso site, a população pode obter maiores informações sobre a prevenção dessas doenças”, informou a gerente-geral de Regulação Assistencial da ANS, Raquel Lisboa.O rol de procedimentos da ANS consiste em uma lista de cobertura obrigatória por planos de saúde, baseada em doenças classificadas pela Organização Mundial da Saúde. O índice é revisado a cada dois anos com base em critérios técnicos para inclusão de novos tratamentos.