terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Dengue causa primeira morte no interior de SP em 2016




Em Sorocaba


Um homem de 64 anos morreu após ser diagnosticado com dengue, na noite de quarta-feira, 6, em Presidente Prudente, interior de São Paulo. De acordo com familiares, o diagnóstico positivo para a doença foi dado no sábado, 2, pela equipe médica da Santa Casa de Misericórdia, onde o paciente, José Cláudio da Silva, estava internado.
Para a Vigilância Epidemiológica do município, a causa do óbito precisa ainda ser confirmada por exame de laboratório oficial. É a primeira morte com diagnóstico de dengue no interior em 2016.
Conforme a família, os testes realizados no hospital deram positivo para a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O paciente foi medicado e liberado para se tratar em casa, mas seu estado de saúde piorou. Na quarta-feira, ele voltou à Santa Casa e foi internado, mas os médicos não conseguiram reverter o quadro de saúde. Ainda segundo os familiares, a vítima tinha diabetes e hipertensão, o que pode ter contribuído para a morte.
O atestado de óbito registrou choque hemorrágico, dengue, diabetes e insuficiência coronariana crônica. A Vigilância Epidemiológica não tinha sido informada oficialmente do caso até a tarde desta quinta-feira, 7, e espera a notificação para acompanhar o resultado dos exames. Em 2015, a cidade registrou 2.941 casos confirmados de dengue. Outros 552 ainda aguardam resultado de testes.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Síndrome de Guillain-Barré

O que é Síndrome de Guillain-Barré?

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano. Isso leva à inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular.

Tipos

Antigamente, acreditava-se que a Síndrome de Guillain-Barré era uma doença de um tipo só. Agora sabe-se que ela pode ocorrer de diversas formas, como:

Polirradiculoneuropatia Desmielinizante Inflamatória Aguda (AIDP)

É o tipo mais comum nos Estados Unidos. O sinal mais comum dessa forma da doença é a fraqueza muscular que começa na parte inferior do seu corpo e se espalha para cima.

Síndrome de Miller Fisher (MFS)

Aqui, a paralisia começa nos olhos. A MFS também está associada ao caminhar instável e ocorre em cerca de 5% dos pacientes com a Síndrome de Guillain-Barré. É mais comum na Ásia do que em qualquer outro lugar no mundo.

Outros

Neuropatia Motora Axonal Aguda e Neuropatia Motor-sensorial Axonal Aguda são tipos menos comuns nos Estados Unidos e são mais frequentes na China, no Japão e também no México.

Causas

Como costuma acontecer com doenças autoimunes, a causa exata da Síndrome de Guillain-Barré ainda é desconhecida. Geralmente, a doença aparece alguns dias ou semanas após uma infecção do trato respiratório e digestivo. Raramente, cirurgia recente ou vacinação pode desencadear a síndrome de Guillain-Barré.
Na síndrome de Guillain-Barré, o sistema imunológico de uma pessoa, que é responsável pela defesa do corpo contra organismos invasores, começa a atacar os próprios nervos, danificando-os gravemente.
O dano nervoso provocado pela doença provoca formigamento, fraqueza muscular e até mesmo paralisia. A síndrome de Guillain-Barré costuma afetar mais frequentemente o revestimento do nervo (chamado de bainha de mielina). Essa lesão é chamada de desmielinização e faz com que os sinais nervosos se propaguem mais lentamente. O dano a outras partes do nervo pode fazer com que este deixe de funcionar completamente.

Fatores de risco

A síndrome de Guillain-Barré pode afetar todos os grupos etários. Pessoas inseridas dentro de determinados grupos podem estar sob maior risco do que outras, especialmente pessoas do sexo masculino e adultos mais velhos. Além disso, a síndrome pode ser desencadeada por:
  • Mais comumente, por uma infecção com a Campylobacter, um tipo de bactéria frequentemente encontrada em aves mal cozidas
  • Vírus Influenza
  • Vírus de Epstein-Barr
  • HIV, o vírus da Aids
  • Pneumonia
  • Cirurgia
  • Linfoma de Hodgkin
  • Raramente, vacinas da gripe ou a vacinação infantil.

 sintomas

Sintomas de Síndrome de Guillain-Barré

Os sintomas típicos incluem:
  • Perda de reflexos em braços e pernas
  • Hipotensão ou baixo controle da pressão arterial
  • Em casos brandos, pode haver fraqueza em vez de paralisia
  • Pode começar nos braços e nas pernas ao mesmo tempo
  • Pode piorar em 24 a 72 horas
  • Pode ocorrer somente nos nervos da cabeça
  • Pode começar nos braços e descer para as pernas
  • Pode começar nos pés e nas pernas e subir para os braços e a cabeça
  • Dormência
  • Alterações da sensibilidade
  • Sensibilidade ou dor muscular (pode ser cãibra)
  • Movimentos descoordenado
Outros sintomas podem ser:
  • Visão turva
  • Descoordenação e quedas
  • Dificuldade para mover os músculos do rosto
  • Contrações musculares
  • Palpitações (sentir os batimentos cardíacos)
Os sintomas da Síndrome de Guillain-Barré podem piorar rapidamente. Os sintomas mais graves podem demorar apenas algumas horas para aparecer, mas a fraqueza que aumenta ao longo de vários dias é normal.
A fraqueza muscular ou a paralisia afeta os dois lados do corpo. Na maioria dos casos, a fraqueza começa nas pernas e depois se propaga para os braços. Isso é chamado de paralisia ascendente.
Os pacientes podem notar formigamento, dor nos pés ou nas mãos e descoordenação. Se a inflamação afetar os nervos do diafragma e do peito, e se houver fraqueza nesses músculos, a pessoa poderá necessitar de assistência respiratória.

 diagnóstico e exames

Buscando ajuda médica

Alguns sintomas são emergenciais. Isso quer dizer que, se você senti-los, você deve procurar ajuda médica imediata. São eles:

domingo, 3 de janeiro de 2016

ZIKA VIRUS CONHEÇA A VERDADE SOBRE A DOENÇA


Vale a pena tomar a vacina contra a dengue?

A luta contra a dengue, que antes estava restrita apenas ao controle do mosquito Aedes aegypti, ganhou um novo possível aliado: a vacina Dengvaxia, produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, que nessa segunda-feira (28) ganhou aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A Dengvaxia tem uma eficácia global de 65,6% contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, índice menor que o de outras vacinas adotadas na rede pública de saúde, como a da febre amarela, que protege em 90% dos casos.
"Como se trata de uma epidemia muito importante, que não existia vacinas até o momento, a Anvisa decidiu por aprovar, mesmo sendo a eficácia abaixo de 80%", afirmou o diretor da Anvisa, Ivo Bucaresky. Os casos registrados de dengue no Brasil cresceram 176% em relação ao ano passado, segundo último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, sendo notificados mais de 1,5 milhão de possíveis casos da doença.
Mas, dependendo do sorotipo da dengue, a eficácia da vacina cai, atingindo 47,1% nos casos de infecção pelo sorotipo 2, por exemplo. O número é baixo, por isso, será que vale a pena você investir cerca de R$ 80 em cada uma das três doses que devem ser tomadas em um intervalo de seis meses? Ou, ainda mais, será que as porcentagens justificariam a oferta por parte do Ministério da Saúde para a população e até uma possível inclusão da vacina no calendário de vacinação?
Para Celso Granato, infectologista do departamento de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), vale a pena aplicar a vacina, já que ela se mostrou 80,8% eficiente nos casos de dengue considerados mais severos, que levam à hospitalização.
Até a primeira semana de dezembro, foram confirmados 1.529 casos de dengue grave e 19.738 casos de dengue com sinais de alarme, um total de 839 pessoas morreram por causa da dengue, o que representa um aumento de 80,4% em comparação com o mesmo período de 2014. "Morreram perto de mil pessoas de dengue no Brasil e ainda não há outra alternativa nem de vacina, nem para matar o mosquito, já que as ações de controle da população de Aedes aegypti tem se mostrado sem sucesso", afirma Granato.
Segundo ele, a Dengvaxia está "longe de ser a vacina dos nossos sonhos", mas se ela é capaz de diminuir a letalidade da doença deve sim ser administrada. "Além disso, ela demonstra eficácia maior em pessoas que já tiveram contato com o vírus, tenham elas manifestado ou não os sintomas da doença, e boa parte da população já teve dengue alguma vez", afirma. Quem pega dengue pela segunda vez tem até dez vezes mais chance de desenvolver uma forma mais grave, segundo o infectologista.
João Bosco Siqueira, epidemiologista e professor do Departamento de Saúde Coletiva da UFGO (Universidade Federal de Goiás), ressalta que a vacina é primeira opção de proteção individual em décadas. "Alguém que tem risco de adoecer por dengue e tem possibilidade de fazer a vacina vai ter uma escolha que ela não tinha antes. Quando tomo a vacina, diminuo meu risco de doença grave", afirma. "Hoje, no país, todo mundo, fora Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tem risco de adoecer com a dengue."

O custo justifica o benefício?

A vacina não atende pessoas abaixo de 9 anos e acima de 45 anos, deixando de fora a população idosa, considerada mais vulnerável às formas graves da dengue. Por isso, segundo a coordenadora do Comitê de Virologia Clínica da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Nancy Bellei, é preciso avaliar sua aplicação caso a caso.
"Não há como recomendar a vacinação. As taxas de hospitalização nas idades não cobertas vão continuar elevadas. Além disso, o custo de R$ 80 fica próximo ao da vacina da gripe, por exemplo, que tem um custo-benefício já avaliado e é considerado muito bom devido ao número de pessoas que deixam de ser internadas todos os anos. Essa vacina ainda não tem essa avaliação, agora que foi aprovada no México (no início de dezembro) que vamos ver", afirma.
Segundo Granato, essa não é uma conta fácil de fazer. "Tem que avaliar se o valor investido na vacina vale a pena em comparação ao gasto com internação, insumos e todo o atendimento prestado ao paciente com dengue, que também não é pequeno, e ver se isso justifica o gasto", afirma.
Para Bosco, é preciso levar em conta ainda a parcela da população que, mesmo com a baixa eficácia do medicamente, uma vez vacinada não seria fonte de infecção para o mosquito. "Vacinando pessoas de 9 a 45 anos, os outros grupos estariam protegidos de forma indireta", afirma.

Todo mundo seria vacinado?

A epidemia não é igual em todas as regiões do Brasil. O maior número de casos de concentra no Sudeste (62,8%), seguido do Nordeste (18,5%), Centro-Oeste (13,3%), Sul (3,3%) e Norte (2%). Por isso, a Anvisa indica o método preventivo em pessoas que moram em regiões endêmicas. "Como não temos uma epidemia só no pais inteiro, ela (a vacina) pode ser recomendável para uma região, com um tipo de vírus, e não para outra", explica Nancy Bellei.
É preciso lembrar ainda que a vacina da Sanofi Pasteur não protege contra o zika vírus e chikungunya. "Não podemos deixar de continuar combatendo os vetores, até porque essa vacina não é 100% eficiente, por isso o risco de dengue continua crescente, mesmo que as pessoas sejam vacinadas", afirma o diretor da Anvisa, Ivo Bucaresky.
A vacinação com a Dengvaxia, no entanto, não impediria o futuro uso de outro medicamento, como a vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantã. Segundo Nancy, tudo indica que o medicamento não deve apresentar problemas de interação com outras vacinas
.Mirthyani Bezerra e Paula Bianchi
Do UOL,em São Paulo e no Rio
 

DIETAS ADEQUADAS PARA SE RECUPÉRAR DA DENGUE

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Vacina contra Dengue (SAIBATUDO)

A vacina contra a dengue já existe e teve sucesso em testes realizados em humanos. A empresa francesaSanofi Pasteur conseguiu criar uma vacina com o vírus atenuado da dengue, sendo esta eficaz contra os 4 tipos existentes da dengue.
Em laboratório os cientistas conseguiram produzir um vírus atenuado da dengue e fizeram uma vacina com ele, composta por 3 doses que devem ser dadas com intervalo de 6 meses.
A vacina foi já dada a indivíduos de diferentes locais do mundo que habitam em regiões onde há grande possibilidade de contrair a dengue, e após a vacinação foi observado que mesmo estando expostos ao vírus da dengue, nenhum deles chegou a desenvolver a doença, pois os seus corpos já tinham desenvolvido anticorpos contra o vírus da dengue.
Durante os testes em humanos não foram observados efeitos colaterais importantes, apenas dor e vermelhidão no local de aplicação, o que é comum para a maior parte das vacinas.
O México foi o primeiro país a aprovar a vacina contra dengue no final de 2015. Estima-se que em 2016 a vacina da dengue já esteja disponível no mercado brasileiro, após serem feitos todos os testes nos humanos e ter sido aprovada.

Avanços contra a dengue

No Brasil, o Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan também estão tentando desenvolver uma vacina contra a dengue que seja totalmente eficaz contra os 4 subtipos da doença, estando prevista a sua comercialização em 2016. Atualmente estão sendo feitos testes em várias cidades brasileiras para avaliar a segurança e eficácia da vacina, que aparentemente protege 66% da doença e tem se mostrado eficaz entre pessoas entre 9 e 45 anos de idade.
Na Austrália, um grupo de pesquisadores em parceria com a Fiocruz tentam encontraruma nova arma contra a dengue, a bactéria Wolbachia que contamina o mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypt diminuindo pela metade o seu tempo de vida e livrando-o do agente causador da doença. Esta seria uma outra abordagem contra a doença, natural e mais sustentável, segundo os pesquisadores

.http://www.tuasaude.com/

Um mosquito e três doenças: o risco que a população corre

Elas são transmitidas pelo mesmo mosquito e têm sintomas parecidos, mas não são iguais. Veja a diferença

Se não bastasse todo o caos e o medo que a dengue já espalha, o mosquito Aedes Aegypti também transmite outras duas doenças que já foram registradas no Brasil. Chikungunya e zika têm até alguns sintomas semelhantes, mas são diferentes inclusive nos sintomas.
Segundo a coordenadora do Comitê Científico de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia, Sylvia Lemos Hinrichsen, a maior preocupação no Brasil continua sendo a dengue, mas as outras doenças também merecem atenção.
“Elas podem até ser parecidas, mas não são iguais. É complicado até para nós, especialistas, detectar e diferenciar cada uma delas. Por isso, o ideal é pedir sorologia para saber com qual doença estamos lidando”, diz Sylvia, que também é especialista em gestão de riscos e controle de infecções.
Casos de hemorragia são mais comuns em pacientes com dengue. Mas a chikungunya mata menos e só se pega uma vez. Já a zika aparece com erupções na pele (tipo alergias) e conjuntivite. Em todas elas, no entanto, o negócio é descansar e se hidratar. 
O infectologista Vladimir Neco, que já atendeu pacientes com zika, diz que o Aedes <FI5>aegypti</FI> está em todas as partes e isso só aumenta o risco de contaminação. “Tudo isso porque o mesmo mosquito transmite as três doenças”.
Para o especialista do Hospital Albert Einstein, Jacyr Pasternack, o Aedes passa a transmitir essas doenças assim que entra em contato com a pessoa infectada. “Com a explosão de casos, é bom nos prepararmos pra lidar com esses novos tipos. Eles logo estarão entre nós”.
Afeta os olhos
Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a demora na busca por tratamento dessas doenças pode causar graves distúrbios oculares que nem sempre são percebidos. O risco é maior quando a pessoa é exposta a dois tipos diferentes do vírus. Isso porque pode causar hemorragia na retina, que é a camada de células nervosas que fica no fundo do olho e transmite as imagens para o cérebro.
Por isso a recomendação é consultar um oftalmologista antes de completar sete dias do diagnóstico. “De todos os distúrbios oculares decorrentes da dengue, só a hemorragia subconjuntival altera o aspecto do olho, deixando a esclera (parte branca) congestionada de sangue”.
Para Leôncio, em caso de dor nos olhos ou visão turva, a recomendação é consultar um oftalmologista imediatamente. “O cuidado deve ser ainda maior com as crianças, que estão mais vulneráveis”.
http://www.atribuna.com.br/o-jornal-da-baixada-santista/